sábado, 12 de novembro de 2011

Farofa humana


Dia parado, o som dos carros de propaganda que ecoam desde a rua principal até aqui, quebram o clima de isolação que o dia poderia ter, no mais compreendo que é sábado, somente mais um sábado, dia em que todos tentam esquecer-se do corre, corre da semana e consultam seu horóscopo e leem a metereologia antes de sair pela manhã á praia, é, é sábado de manhã, sábado de praia, há quem leve de casa aquele frango assado com a farofa da YOKI, a farofa temperada da YOKI é muito saborosa.
São exatamente 10h30min, nem pensem em se perguntarem como é que são exatamente 10h30min, mas são. Às vezes bate aquele desejo enorme de sair e curtir o dia de forma culturalmente-comum (junto com os farofeiros), nada contra, mas certa vez vi o desastre que é levar frango com farofa pra praia. Pela manhã se acorda mais cedo do que o normal, de fato já se tem a intenção clara, a programação certa de como será o sábado, então lavar a louça da noite e forrar o sofá da sala, com o forro de proteção que foi comprado na loja em promoção é o básico pra se fazer, depois vem à preparação mais importante, não se teve tempo, portanto essa será à hora reservada pra fazer os cantinhos (parte dos pelos pubianos), o biquíni ainda é o mesmo. Meia hora e correr faz parte de tudo mais que se poderia ter programado para esse sabadaço, um frango assado, dois refrigerantes de litro, um pote hermético de arroz branco, caneca de plástico, garfinho e colher descartável, bronzeador, sim, bronzeador, ir á praia e não pegar aquele bronze é um crime, no ônibus nada é perto do que se poderia pensar em comodidade, depois de meia hora na parada de ônibus esperando que venha um coletivo mais vago, se pega qualquer um mesmo, de fato, todos no dia de sábado pela manhã estão cheios, quando se pensa em respirar, de repente se é levado pra direita, dando de cara com um braço forte e suado, nesse momento o melhor a se fazer é prender mesmo a respiração, outro contorno e se encontra um cabelo nada que limpo, fios de cabelo no rosto é comum dentro de ônibus, parece que no sábado pela manha todas as pessoas decidiram não tomar banho, sendo assim se desce do ônibus, cansado, suado e com aquele cheiro impreguinado ao nariz, bom, enfim a praia, um sol, muita água e terra pra se poder escolher o local melhor de se estar. Pouco tempo depois de colocar os pés nas ondinhas e de molhas os cabelos no chuveiro dos quiosques, se deita na praia e se põem bronzeador, o vento forte quase não deixa se sentir o calor do sol, então é quase hora de comer, a barriga pede almoço, mas como tudo na vida vem completo, nesse momento alguém também senti fome, nossa! Telepatia de pensamentos, alguém abre a sacola do frango com farofa, o vento parece aumentar, fica assobiando, como se nada mais de ruim pudesse ficar pior, toda farofa YOKI vem voando ao encontro do óleo bronzeador em todo corpo, eis um dia de farofeiro na praia, em um sábado.