quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Minha fé




Louvado seja! Louvado seja qualquer criatura que crer
Há os que crêem que suas vozes ecoam no firmamento, num soberano
Outros se deitam diante do trono, de um manto, de um semideus
Em outros paira o encanto, buscam no canto a graça de um deus

O desespero leva as promessas, pra que prometer o que não vem de você?
Caduque com seus contos, não profanados, rebuscados, fadados
Merecidamente se ame, isso no intimo, fortalece, aquece
Causando de fato um parecer, um estender, sem maldizer

O nada se transfere, de novo e de novo, se propaga até você crer
E se você crer, é que precisava disso, daquilo, não sei de que
A tarefa é não perder o sentido, o objetivo, mas de que?
Inventam, reinventam, modificam, eu nada espero do nada acontecer

Palavras sempre são ditas, boca á fora, fora ao ver
Durante noites, malditos! Maldito sopro a meu ver
Cresce a cria crendo em tudo, fé, fenômeno, falecer
Grita em dor, voz blasfemando, por aquilo  e o que não ter

Flavia Mello
23/02/2012