Como uma hipocondríaca que sou
Tomo doses fortes de você
Enveneno minha alma, fico abiose
Na cabeça, anacefaleose
Quase morro! Paro de respirar
Tudo está contra mim
Meu sangue é intoxicado
Meu corpo acabrunhado
E embora eu grite bem alto
O socorro não vem
Não há dentro de mim ninguém
Então nada pode me ajudar
Percebo que estou só
Talvez eu veja o próximo sol
Depende do quanto eu aguentar
E se o veneno não se abastar.
Anacefaleose: Resumo dos argumentos apresentados, nas antigas discussões filosóficas.
Flavia Mello
11/08/2011