quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Hipocondríaca



  
Como uma hipocondríaca que sou
Tomo doses fortes de você
Enveneno minha alma, fico abiose   
Na cabeça, anacefaleose

Quase morro! Paro de respirar
Tudo está contra mim
Meu sangue é intoxicado
 Meu corpo acabrunhado

E embora eu grite bem alto
O socorro não vem
Não há dentro de mim ninguém
Então nada pode me ajudar

Percebo que estou só
Talvez eu veja o próximo sol
Depende do quanto eu aguentar
E se o veneno não se abastar.

Anacefaleose: Resumo dos argumentos apresentados, nas antigas discussões filosóficas.
Flavia Mello
11/08/2011