Estou caída, abatida, sofrida sem tu
Quisera andar, falar, suar, gozar
Eu que um dia cantei com o sol
Voei no lençol, te fiz desejar.
Agora me enlaço, me embarco
Embaraço-me, sem perder a pose
Ainda me engalho sem tu
Desfiz os nos, dobrei os lenções
Cantando desenquadrada da rede
Escrevi teu nome nas paredes
Depois apagando, cuspi em tu
Não me viste morrer nesse dia
Amei com demais letargia
Mas fora luzes de agonia
Foram meus olhos que com euforia
Viu o homem, esse homem eras tu
Flavia Mello
08/08/2011
