segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Tu




Foste tu
Eras tu
Há quem diga que era eu
Visse-me usando breu
Um longo meio fora de moda
Um rosto encostado á porta

Foste tu
Eras tu
Há quem diga que era eu
Levasse minha formosura
Minha jovem candura
Meus dias de bravura

Foste tu
Eras tu
Há quem diga que era eu
Cuspisse na minha ferida
Zombasse de minha guarita
Viste-me entregue a Morfeu

Foste tu
Eras tu
Há quem diga que era eu
Na porta daquele hospício
Com um olhar repetido
Eras tu, hoje sou eu.

Flavia Mello